História
No dia 26 de março de 1996, um grupo de 26 médicosintensivistas adultos e pediátricos compareceu ao auditório da sede da UNIMED,com o objetivo de discutir a criação da Cooperativa de Médicos de UTI.
Como convidado especial, o Dr. Olavo Magalhães, médicoanestesista e um dos fundadores da Cooperativa dos Anestesiologistas do Ceará -COOPANEST, explicou as bases do cooperativismo em geral e do cooperativismomédico em particular, exemplificando com os sucessos da UNIMED e da própria COOPANEST.Após discussão geral, foi decidido por este grupo inicial, que seria criada aCooperativa dos Médicos Intensivistas do Ceará, cuja sigla seria COOPEMI. Foraminstituídos o valor da taxa de adesão (luva) e os pré-requisitos para ingressona Cooperativa. A seguir, foi eleita uma Diretoria
Provisória, com o objetivo de implantar e consolidar aCooperativa.
A COMINT tem como objetivos promover e expandir o mercado detrabalho dos médicos de UTI; trabalhar para melhorar a remuneração dos intensivistasmédicos; buscar o aperfeiçoamento profissional dos cooperados; promover aeducação cooperativista dos seus associados; zelar pela Ética Médica; fazernegociações em nome dos associados (compra de livros e equipamentos médicos),etc;
Durante os trâmites burocráticos para regularização,verificou-se que na Junta Comercial do Estado já havia uma cooperativa(agrícola) usando a sigla COOPEMI. Foi então decidido mudar a sigla paraCOMINT, tendo então sido feita a devida inscrição na Junta. A sede inicialmentefuncionou precariamente na rua Nunes Valente 2110 -sala 04, Dionísio Torres,Fortaleza, Ceará, mas em dezembro de 1998, foi alugada uma sala na Av. SenadorVirgílio Távora, 1901/608, onde foi finalmente instalada.
Após a regularização da COMINT junto aos órgãos competentes,foi firmado o primeiro contrato de trabalho, com o Hospital São Mateus, em 01de agosto de 1998. Em caráter de excepcionalidade, a Cooperativa passou a serresponsável pela escala de plantonistas cardiologistas da Emergência doreferido Hospital, viabilizando a criação deste plantão médico. Este contratopermitiu a consolidação financeira da Cooperativa. A COMINT foi responsávelpela Emergência Cardiológica do Hospital São Mateus até 01 de dezembro de 1999,quando, por considerar que um serviço de emergência cardiológica não seenquadrava totalmente nos objetivos e interesses da COMINT, a Diretoriaresolveu rescindir o contrato com o Hospital. Após o prazo legal, a COMINT seafastou da Emergência Cardiológica.
O segundo contrato da COMINT foi com o Hospital Uniclinic, oque possibilitou o funcionamento da UTI Geral do referido Hospital. Durante umano e três meses, a COMINT foi responsável pela parte médica da UTI. Emnovembro de 1999, devido a divergências sobre remuneração dos plantões, o contratonão foi renovado.
Em março de 1999, a COMINT firmou contrato com o Hospital São Mateus, afim de ser responsável pela escala de plantonistas da UTI Cardiológica,recém-inaugurada.
Em 18 de agosto de 1998, foi firmado contrato com aSecretaria de Saúde do Estado do Ceará (SESA), com o objetivo de a Cooperativaser responsável pela escala de plantonistas e diaristas pediátricos da UTIPós-operatória do Hospital de Messejana. Posteriormente, em agosto de 1999, foirealizado um aditivo para que a COMINT fornecesse médicos diaristas eplantonistas para completar os quadros da UTI Respiratória, UTI
Pós-operatória de adultos e UTI Coronariana. Em março de2.000, com a criação da UTI Pediátrica Pré-operatória, a COMINT passou a ser responsáveltambém pelos médicos plantonistas e diaristas desta Unidade.
Em março de 2.000, foi firmado um outro contrato com a SESA,agora para criar a equipe de médicos plantonistas e diaristas responsáveispelos leitos intensivos criados com a reforma e expansão da UTI do HospitalGeral Dr. César Cals.
Em abril de 2001, a COMINT firmou contrato com a Maternidade Escola AssisChateaubriand (MEAC), possibilitando o funcionamento da UTI de Gestantes,recém-inaugurada. A partir de maio de 2002, mediante convênio com o HospitalGeral de Fortaleza, a COMINT passou a colaborar com o quadro de plantonistas daUTI Geral do HGF e, em junho de 2002, houve o início do funcionamento da UTI doHospital SOS, também após contrato com a COMINT. Em setembro de 2002, foirealizado novo contrato com o HGF, que permitiu aos cooperados da COMINTatuarem na Unidade de Tratamento Intensivo da Emergência.
Durante a crise de maio-junho de 2003, em que as mortes depacientes graves atribuídas à falta de leitos de UTI em Fortaleza ocupou o topodo noticiário nacional, a COMINT participou ativamente das negociações com oMinistério da Saúde, Secretaria de Saúde do Estado e Secretaria de Saúde doMunicípio, com o objetivo de solucionar tão grave problema, através do seuPresidente, Dr. Joel Isidoro Costa, e do Diretor Tesoureiro, Dr. FranciscoWandemberg Rodrigues dos Santos. As propostas de criação de novas UTIs noHospital Geral de Fortaleza e no Hospital de Messejana e a criação dasprimeiras Unidades Semi-intensivas do Estado (também no HGF e no Hospital de Messejana),teve o crivo da COMINT, que participou
ativamente dos processos de planejamento e construção dasreferidas unidades, bem como da licitação dos equipamentos necessários. Alotação das equipes também está a cargo da Cooperativa.
Em virtude do crescimento acentuado, a AGO de 2002 autorizoua compra de uma sala para o bom funcionamento da COMINT. Por conta das incertezasfinanceiras do Brasil, só em março de 2003 foi possível a compra de um imóvel,sendo que, a partir de setembro do ano corrente, a COMINT passou a funcionar emsede própria, no Edifíçio Torre Del Paseo, à Av. Santos Dumont 3131, sala 1218.
Atualmente, são estes os hospitais nos quais a COMINT atuaatravés de seus cooperados intensivistas, em 11 UTIs e 02 Unidades Semi-Intensivas,num trabalho que busca um atendimento de qualidade e ético: Hospital deMessejana, Hospital Geral de Fortaleza, Hospital Geral Dr. César Cals e MaternidadeEscola Assis Chateaubriand.